terça-feira, 29 de janeiro de 2019

FURTO QUALIFICADO POR ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO – PERÍCIA TÉCNICA

Entendimentos divergentes no Tribunal: 

É indispensável o laudo pericial para atestar a qualificadora de rompimento de obstáculo no crime de furto. A prova técnica somente pode ser suprida por outros meios de prova na hipótese de desaparecimento dos vestígios, nos termos do art. 167 do CPP.
Independentemente da existência de vestígios, a qualificadora do rompimento de obstáculo pode ser comprovada por outros meios de prova além da perícia técnica.
  • Des. Silvânio Barbosa dos Santos -Acórdão n. 1085299, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 22/3/2017, decisão unânime.

  • Des. Roberval Casemiro Belinati -  Acórdão n. 1083508, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/3/2018, decisão unânime.

  • Des. João Timóteo de Oliveira - Acórdão n. 1081416, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/3/2018, decisão unânime.

  • Des. Carlos Pires Soares Neto -  Acórdão n. 1077552, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 22/2/2018, decisão unânime.

  • Des. João Batista Teixeira - Acórdão n. 1074410, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/2/2018, decisão unânime.

  • Des. Demétrius Gomes Cavalcanti -  Acórdão n. 1077169, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/2/2018, decisão unânime.

  • Des. Waldir Leôncio Lopes Júnior -  Acórdão n. 1075629, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/2/2018, decisão unânime.

  • Desª. Sandra De Santis - Acórdão n. 1074277, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/2/2018, decisão unânime.

  • Desª. Maria Ivatônia - Acórdão n. 1072728, Câmara Criminal, data de julgamento: 5/2/2018, decisão por maioria.

  • Des. George Lopes Leite -   Acórdão n. 1066159, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 31/8/2017, decisão por maioria.
  
  • Des. Romão C. Oliveira -  Acórdão n. 1062898, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 23/11/2017, decisão por maioria.

  • Des. Souza e Avila - Acórdão n. 981473, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 17/11/2016, decisão por maioria.

  • Des. César Loyla - Acórdão n. 975418, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 20/10/2016, decisão unânime.

  • Des. Sandoval Oliveira - Acórdão n. 968001, Câmara Criminal, data de julgamento: 19/9/2016, decisão por maioria.
  • Des. Jesuíno Rissato - Acórdão n. 1085040, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 22/3/2018, decisão por maioria.

  • Desª. Ana Maria Duarte Amarante Brito - Acórdão n. 1081300, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/3/2018, decisão unânime.

  • Des. Jair Soares - Acórdão n. 1079073, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 1º/3/2018, decisão unânime.

  • Desª. Nilsoni de Freitas -Acórdão n. 1023989, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/6/2017, decisão por maioria.

  • Des. Esdras Neves - Acórdão n. 967682, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 15/9/2016, decisão unânime.

  • Des. Humberto Ulhôa -  Acórdão n. 915125, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 21/1/2016, decisão unânime.









                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    



                                                                                                                                                                                                                                                                                        

REPARAÇÃO DE DANO MORAL NA ESFERA PENAL

Entendimentos divergentes no Tribunal: 

O art. 387, inciso IV, do CPP, ao conferir ao Juízo penal o poder de fixar valor indenizatório mínimo a título de ressarcimento dos danos causados pelo crime, diz respeito apenas aos danos materiais sofridos pela vítima e apurados nos autos, uma vez que a reparação de danos morais, por exigir uma análise mais complexa, é incompatível com a celeridade do processo penal.
Consoante recentes julgados do STJ, como o dispositivo de lei não particulariza a natureza do dano, é possível a condenação do réu ao pagamento de indenização pelos danos morais sofridos pela vítima, desde que haja pedido expresso e que tenham sido assegurados o contraditório e a ampla defesa.                                                                                                                     
  • Des. Jesuíno Rissato - Acórdão n. 1079582, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 1º/3/2018, decisão unânime.

  • Des. Carlos Pires Soares Neto - Acórdão n. 1077557, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 22/2/2018, decisão unânime.

  • Des. Waldir Leôncio Lopes Júnior - Acórdão n. 1075585, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/2/2018, decisão unânime.

  • Desª. Sandra De Santis - Acórdão n. 1075624, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/2/2018, decisão unânime.

  • Desª. Ana Maria Duarte Amarante Brito - Acórdão n. 1075224 - 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/2/2018, decisão unânime.

  • Des. Demétrius Gomes Cavalcanti - Acórdão n. 1074070, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/2/2017, decisão unânime.

  • Des. João Batista Teixeira - Acórdão n. 1064578, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 30/11/2017, decisão unânime.

  • Desª. Nilsoni de Freitas Custódio - Acórdão n. 1063648, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 23/11/2017, decisão unânime.
  
  • Des. George Lopes Leite - Acórdão n. 1055586, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 19/10/2017, decisão unânime.
  • Des. Jair Soares - Acórdão n. 1083345, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 15/3/2018, decisão unânime.

  • Des. Romão C. Oliveira - Acórdão n. 1065993, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 7/12/2017, decisão unânime.

  • Desª. Maria Ivatônia - Acórdão n. 1056829, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 26/10/2017, decisão unânime.

  • Des. João Timóteo de Oliveira - Acórdão n. 1051030, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 28/9/2017, decisão unânime.
  
  • Des. Roberval Casemiro Belinati - Acórdão n. 1050641, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 21/9/2017, decisão unânime.

  • Des. Silvanio Barbosa dos Santos - Acórdão n. 1049221, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 21/9/2017, decisão unânime.
                        
  • Des. Mario Machado - Acórdão n. 942337, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 12/5/2017, decisão unânime.                                                                      
       
                                                                                                                                                                                                                                                                                

UTILIZAÇÃO DA CONFISSÃO QUALIFICADA COMO ATENUANTE DA PENA

Entendimentos divergentes no Tribunal: 

A confissão, ainda que qualificada, ou seja, quando o réu admite a prática do fato, no entanto, alega, em sua defesa, teses defensivas descriminantes ou exculpantes, tem o condão de atenuar a pena, desde que utilizada como fundamento para a condenação.
A confissão qualificada não justifica a incidência da atenuante do art. 65, III, “d”, do CP, na medida em que o acusado busca afastar a antijuridicidade da conduta, e não reconhecer a prática do crime.                                                                                    
  • Des. Silvanio Barbosa dos Santos - Acórdão n. 1085067, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 22/3/2018, decisão unânime.

  • Des. Romão C. Oliveira - Acórdão n. 1084768, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 22/3/2018, decisão unânime.

  • Des. João Batista Teixeira - Acórdão n. 1084422, Câmara Criminal, data de julgamento: 19/3/2018, decisão por maioria.

  • Des. Jair Soares - Acórdão n. 1083348, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 15/3/2018, decisão unânime.

  • Desª. Maria Ivatônia - Acórdão n. 1077381, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 22/2/2018, decisão unânime.

  • Desª. Ana Maria Amarante - Acórdão n. 1077234, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/2/2018, decisão unânime.

  • Des. Waldir Leôncio Lopes Júnior - Acórdão n. 1075581, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/2/2017, decisão unânime.

  • Des. Carlos Pires Soares Neto - Acórdão n. 1073165, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 25/1/2018, decisão unânime.

  • Desª. Sandra De Santis - Acórdão n. 1068197, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 14/12/2017, decisão unânime.
  
  • Des. Demétrius Gomes Cavalcanti - Acórdão n. 1061782, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 23/11/2017, decisão por maioria.

  • Des. João Timóteo de Oliveira - Acórdão n. 1044225, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 31/8/2017, decisão unânime.

  • Des. Roberval Casemiro Belinati - Acórdão n. 1039887, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 10/8/2017, decisão unânime.

  • Des. George Lopes Leite - Acórdão n. 1038548, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 3/8/2017, decisão unânime.

  • Des. Esdras Neves - Acórdão n. 970306, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 29/9/2016, decisão unânime.
  • Desª. Nilsoni de Freitas - Acórdão n. 1077320, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 22/2/2018, decisão unânime.

  • Des. Humberto Ulhôa - Acórdão n. 945510, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 2/6/2016, decisão unânime.































REPOUSO NOTURNO – CRITÉRIOS PARA APLICAÇÃO

Entendimentos divergentes no Tribunal: 

A incidência da causa especial de aumento de pena “repouso noturno” deve ser verificada pelo critério objetivo de cometimento do crime no horário de descanso noturno, independentemente do local em que foi praticado – se residência, comércio, veículo –, ou se neste havia pessoas, porquanto, no período da noite, a vigilância é menos eficiente, e o patrimônio, mais vulnerável, o que favorece a possibilidade de êxito na execução do delito.
A majorante “repouso noturno” não incidirá sobre a pena, se houver vigilância sobre os bens – seja em razão da existência de eficiente sistema de alarme, seja em virtude da necessária presença, no local, de pessoas que não estejam dormindo –, visto que a aplicabilidade dessa causa de aumento presume o relaxamento da vigilância sobre os bens.                                                
  • Desª. Maria Ivatônia - Acórdão n. 1080008 - Câmara Criminal, data de julgamento: 9/3/2018, decisão por maioria.

  • Des. Demétrius Gomes Cavalcanti - Acórdão n. 1080813, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 1º/3/2018, decisão por maioria.

  • Des. Roberval Casemiro Belinati - Acórdão n. 1078564 - 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 22/2/2018, decisão por maioria.

  • Des. Waldir Leôncio Lopes Júnior - Acórdão n. 1075645, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 2/2/2018, decisão unânime.

  • Des. Carlos Pires Soares Neto - Acórdão n. 1075427, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 1º/2/2018, decisão unânime.

  • Des. Jair Soares - Acórdão n. 1067883, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 14/12/2017, decisão unânime.

  • Des. George Lopes Leite - Acórdão n. 1066163, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 30/11/2017, decisão unânime.

  • Desª. Ana Maria Amarante - Acórdão n. 1049143, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 21/9/2017, decisão por maioria.

  • Des. João Timóteo de Oliveira - Acórdão n. 1035033, 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 27/7/2017, decisão unânime.

  • Des. Silvânio Barbosa dos Santos - Acórdão n. 988903 - 2ª Turma Criminal, data de julgamento: 15/12/2016, decisão unânime.

  • Des. Sandra De Santis - Acórdão n. 937956 - 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 28/4/2016, decisão por maioria.

  • Des. Esdras Neves - Acórdão n. 935778 - 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 14/4/2016, decisão por maioria.
  • Des. Romão C. Oliveira - Acórdão n. 1068117, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 14/12/2017, decisão por maioria.
                    
  • Des. João Batista Teixeira - Acórdão n. 1008993, 3ª Turma Criminal, data de julgamento: 6/4/2017, decisão unânime.






                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           
            




                                                                                                   




                                                                                                                                                                                       

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

LEITURA DE MENSAGENS EM CELULAR – INEXISTÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL – PROVA ILÍCITA

As provas derivadas da leitura de mensagens no celular do réu, sem autorização judicial, são ilícitas. Na primeira instância, o réu foi condenado pelo delito de tráfico de drogas após ter sido flagrado com três segmentos de papel cartonado, com diversos selos de substância psicotrópica. Ao apreciar o recurso da defesa, os Desembargadores destacaram que, apesar de os policiais, em depoimento, terem declarado que as mensagens de aplicativo encontradas no celular do réu comprovavam que ele venderia os entorpecentes em uma festa, a leitura dos textos não havia sido autorizada judicialmente. Afirmaram que o acusado não foi flagrado em atitude típica de traficância e que o acesso não autorizado às mensagens armazenadas no celular violou os direitos à intimidade e à vida privada do réu. Além disso, os Magistrados consideraram que a confissão informal não poderia ser utilizada como prova, porque não se demonstrou que o denunciado havia sido alertado sobre o direito ao silêncio. Aduziram que, além das mensagens de aplicativo, não havia outros indícios de comercialização de droga. Concluíram que as provas colhidas com violação de direitos do réu são ilícitas e contaminam as delas derivadas, conforme a Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada. Assim, a Turma deu provimento ao recurso, para desconsiderar as declarações dos policiais e desclassificar a conduta do réu para o crime de porte de drogas para uso pessoal.
Acórdão 1138056, 20150110674498APR, Relator Des. GEORGE LOPES, 1ª Turma Criminal, data de julgamento: 8/11/2018, publicado no DJe: 21/11/2018.

É NECESSÁRIA A PROVA DA EFETIVA CORRUPÇÃO DO MENOR PARA A CONFIGURAÇÃO DO CRIME DE CORRUPÇÃO DE MENORES?

BSERVAÇÕES PRÉVIAS: Súmula 500 do STJ. RESPOSTA: NÃO "O crime de corrupção de menores, por ser delito formal e de perigo a...